Costumo chamar de stalkers ou followers em qualquer rede de relacionamento social. Pessoas fanáticas, obcecadas, sociopatas algumas vezes, que observam atentamente cada movimento que o media realiza.
No entanto poderia citar outro nome, talvez os nest eyes, que também é uma síndrome de um familiar quando algum ente deixa a sua casa e vai viver uma vida independente, a pessoa fica preocupada, começa a passar um filme inteiro do que há por vir e o que já aconteceu, deixando a pessoa transtornada, ou melhor transformada.
Considero, na verdade, uma divisão de exércitos, cada um escolhe pra que lado vai e segue a ideologia do que seus ideias lhe permitirem, e não importa o que será feito, a guerra começa só com os olhares, com o vulgo sangue nos olhos da inveja, da infâmia e da indignação.
Participei recentemente de um episódio como este, onde eu lutei sozinha contra meus oponentes, se é que existiam, pois foi uma guerra silenciosa, onde os tsc tsc tsc do computador era a rajada que atingia a quem meu alvo destinava.
Foram momentos onde eu lembro de céus negros, relâmpagos em volta de mim. Lembro cada flash enquanto o tempo começava a nublar como um sinal definitivo de que o destino finalmente me encontrara. E tudo que eu ouvia era a voz dos meus pais, meus verdadeiros amigos dizendo que eu tive o que eu mereci.
Uma guerra de um único olho espião, onde a atenção era voltada para os selecionados, aqueles que nem se quer atentamos e que no final após várias críticas os aplaudimos porque como deve ser bom estar numa guerra de verdade, onde sobreviver é o objetivo, sem comprometer a própria ordem, sem gerar conflitos, ser observado é um desafio e quanto mais se conhece os olhos daqueles que nos observa, mais se quer ver e sentir a resposta do seu combate.
Estes espiões da modernidade são lhe perseguem mais pela rua, e sim pelas redes que você acessa, por isso cada vez mais estar se relacionando com pessoas reais em mundos virtuais torna-se um perigo para futuros objetivos.~
Não aconselho ninguém a apagar seus dados, ou abandonar suas contas e voltar somente a viver no mundo de carne e osso, sem os bytes para assassinar, ou melhor, desculpe, assinar suas buscas. Muito pelo contrário, quero que as pessoas continuem interagindo afinal, o meu trabalho é aprender culturas, analisar o discurso do produto que eu possa vir a comprar, ou melhor, começar uma amizade.
Quais os motivos para entrar em uma guerra silenciosa, eu gostaria de me lembrar.
Parecia um sonho, mas eu realmente suei, provei pra mim que eu estava errada e preferi apagar as lembranças.
Deixo agora os pensamentos alheios atravessarem a distância entre os meus olhos.
Essas pessoas que observam, que transitam por trás dos nossos ombros só fazem isso para preencher o vazio e nos utilizam para conectar o espaço entre os nossos olhos.
Agora eu deixo um espaço suficiente para alcançar a verdade por trás da divisão destes exército de observadores que trafegam diariamente próximos a mim.
No final de tudo, não teve problema, eu consegui o que eu queria, o medo no olhos alheios, a atenção de todos, notada fui e notei que isso acontece com pessoas especiais, que sabem exatamente o que querem e mesmo com uma batalha perdida a guerra ainda não terminou, mas nesta próxima eu apenas me afastarei.
Não há nada em vista, eu sei onde os meus olhos podem alcançar, não tenho a visão além do alcance, sei dos meus limites e aprendi com os meus erros. Hoje só me restam as lembranças onde abandonei a minha esperança e o meu espírito de vitória. Não há onde me esconder mais, as cinzas vão cair como neve e o chão se abrirá de volta onde estive, nunca me deixarão em paz.
Esse nest que se forma ao redor de uma sigla, de um olho se fortalece na perda, na mentira.
Eu não negaria a verdade, jamais.
Agora a quem pensa que me conhece mais do que eu mesma, que tem os meus olhos como direção informo o meu arrependimento de ter trazido cada um para trás de mim e lhes digo adeus, pois é um erro grande demais para esconder que lutar em vão, sem exército, sem compaixão me levará novamente aonde os fracos não tem vez, aos céus.
Aqueles que seguem, ou que perseguem meus momentos de divisão se tornaram finitos e busco a cada dia mais construir o meu sucesso a custas do olho alheio, pois como dizia minha avó: "Quem desdenha quer comprar"
Continuem olhando, lutando, observando, tramando, mas não esqueçam de que os outros são os outros, e vocês são uns aí que ninguém ouvirá falar, que mesmo se revoltando não passarão como meros coadjuvantes na história da vida de alguém.
Vamos observar a vontade.